Na Gestão Pública, a busca da otimização dos recursos financeiros e a estratégia para a superação de eventuais momentos críticos impõem ao gestor ações objetivando o corte de despesas e, em princípio se entende, neste caso, que a primeira medida a ser adotada, via de regra, deve ser com relação ao sacrifício aos seus recursos humanos. Isso ocorre, muitas vezes porque não se dá valor e não se estrutura o planejamento estratégico de recursos humanos, com o devido dimensionamento da força de trabalho necessária para a execução das atividades e o cumprimento da missão organizacional, com a perspectiva atual e com visão de futuro.
Aliás, o planejamento estratégico da instituição além de inserir no seu propósito os colaboradores, deve também estabelecer criteriosamente os eixos estruturantes de ação, a adequação física, material e tecnológica da organização, as estratégias de comunicação e marketing, a organização administrativa e financeira, o “compliance”, a sua responsabilidade social e estar correlacionada ao seu segmento de atuação e conectada à realidade de seus clientes e usuários. Portanto, antes de agir com a “mão pesada” sobre os colaboradores, outras medidas de controle de custos podem e devem ser utilizadas.
A Gestão Pública ética, responsável e comprometida aos interesses e necessidades coletivas deve ser calcada nos princípios da transparência, da impessoalidade, da legalidade e da moralidade, da ampla publicidade dos atos, da eficiência, da eficácia e da capacidade em ouvir e adequadamente interpretar o clamor de seus clientes, usuários, parceiros e mantenedores. Só assim se justifica a sua necessidade de existência. Decisões compartilhadas, fruto do diálogo e da transparência tendem a produzir melhores resultados e contribuem à efetividade e sustentabilidade da instituição.
Há que se ter no ambiente organizacional do setor público uma visão mais proativa, de modo a estudar e analisar os cenários futuros e assim, melhor se preparar para o enfrentamento das dificuldades e, a implantação de um modelo de gestão com ênfase nas competências e a capacitação e o desenvolvimento de habilidades gerenciais, de forma a se obter maior agilidade e presteza na execução das atividades e no atendimento à geração de demandas. Conhecimentos, habilidades e atitudes devem sempre nortear as ações e se traduzirem nos princípios basilares das instituições.
(*) Marco Aurélio Barbosa D’Oliveira.
Pós-Graduado em Administração Pública e Gerência de Cidades.






