A Resiliência na Gestão de Pessoas.

Coluna Destaque Opinião

A Resiliência refere-se à capacidade de adaptação, recuperação e fortalecimento frente às adversidades, mudanças ou situações estressantes no cotidiano.
Do ponto de vista da psicologia, a resiliência é a competência para enfrentar crises, superar traumas e aprender com os obstáculos, evitando o adoecimento mental, e no contexto do trabalho, refere-se a manter a produtividade e a saúde mental em ambientes de grande pressão, adaptando-se de maneira proativa às mudanças.
A resiliência na gestão de pessoas se traduz na capacidade organizacional e individual de se adaptar rapidamente, superar adversidades e transformar crises em oportunidades de crescimento. Em vez de apenas “suportar pressão”, trata-se de manter a saúde mental, a flexibilidade e o engajamento das equipes em ambientes de constante transformação.
Se constituem em pontos fundamentais à resiliência na gestão de pessoas, basicamente:
O autoconhecimento, que é a compreensão das emoções, os “gatilhos” de estresse e limites pessoais ou das equipes de trabalho.
A flexibilidade cognitiva, que é a capacidade para reformular pensamentos e adaptar-se a novas realidades, mitigando as possíveis resistências.
A regulação emocional, que se traduz em como saber lidar com a pressão e o desconforto de maneira construtiva.
Para se criar uma situação que seja favorável para a resiliência nas organizações, o ponto de partida é a segurança psicológica, estabelecendo um ambiente onde os colaboradores sintam-se confortáveis para expor ideias, assumir riscos e errar sem medo de retaliação.
Um outro fator determinante é a comunicação transparente, cujo propósito é o alinhamento das expectativas e a manutenção de uma equipe que esteja efetivamente bem informada, com nivelamento conceitual, de forma que possa minimizar os efeitos decorrentes das mudanças, e assim, reduzindo a ansiedade, que é, via de regra, produzida pela incerteza.
Imprescindível, também, neste mister, conectar o trabalho diário a um sentido maior, oferecendo autonomia para que os profissionais tomem decisões e sintam-se protagonistas.
E, em última análise, é de fundamental importância a implementação de uma “rede de apoio”, cujo objetivo é o de fomentar a escuta ativa, a cultura da solidariedade e da colaboração no ambiente organizacional e o suporte mútuo entre os colaboradores.
Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.

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