A gasolina vendida em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã (MS), ficou mais cara nesta segunda-feira (23), após reajuste anunciado pela estatal Petropar. O litro, que já chegou a ser até R$ 2 mais barato que no Brasil, agora é encontrado por cerca de R$ 6,26 (aproximadamente 7.800 guaranis).
Com o aumento, o preço praticamente se iguala ao praticado do lado brasileiro da fronteira. Em Ponta Porã, a gasolina era vendida, em média, a R$ 6,40, conforme levantamento feito na última sexta-feira (20)..
O reajuste da Petropar foi de 450 guaranis por litro (cerca de 31 centavos de Real) e atingiu todos os tipos de combustíveis. A estatal é responsável pela importação de combustíveis no Paraguai, já que o país não possui produção própria de gasolina e depende totalmente do mercado internacional.
Com a nova tabela, a gasolina tipo Nafta Kape 88 (gasolina comum no Paraguai) ficou com preço oficial de 5.640 guaranis por litro, cerca de R$ 3,95 na conversão.
Já a tipo Nafta Oikoite 93 passou a custar 6.140 guaranis (cerca de R$ 4,30), enquanto a Nafta Aratiri 97 chega a 7.490 guaranis (aproximadamente R$ 5,25). E o diesel varia entre R$ 4,70 e R$ 5,95, dependendo do tipo.
Apesar dos valores oficiais, o preço final ao consumidor pode ser maior. Isso porque os postos acrescentam margem de lucro e custos logísticos, o que explica o valor encontrado nas bombas, como os R$ 6,26 registrados em Pedro Juan Caballero.
Com o aumento, deve diminuir o fluxo de brasileiros que se deslocam para o lado paraguaio para abastecer devido à diferença histórica dos preços praticados nos países vizinhos.
Aumento da distribuidora
Segundo a Petropar, o aumento foi motivado por oscilações no mercado internacional, custos de importação e necessidade de manter o equilíbrio financeiro da estatal. A empresa também informou que postos mais distantes da base de distribuição podem cobrar ainda mais devido ao frete.
O reajuste acompanha uma tendência de alta já observada no setor privado paraguaio, que vinha elevando os preços nas últimas semanas. Entre os principais fatores, está o impacto de conflitos no Oriente Médio, que têm pressionado o valor do petróleo no mercado global.
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