TRE-MS retotaliza votos de Jerson Domingos e Dione Hashioka passa a ser 2ª suplente na Assembleia

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O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) realizou, em sessão no plenário em Campo Grande, o reprocessamento dos votos da eleição para a Assembleia Legislativa. A medida transferiu para a legenda da Federação União Progressista (União Brasil e PP) os 16.884 votos obtidos por Jerson Domingos (União Brasil) e reorganizou a ordem de sucessão da chapa, alçando Dione Hashioka (União Brasil) ao posto de segunda suplente.

A retotalização cumpriu determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que indeferiu por unanimidade o registro de candidatura de Jerson. Como o candidato concorreu no dia da votação com o registro deferido sob recurso, a mudança posterior na sua situação jurídica exigiu o recálculo oficial dos resultados, conforme explicou o presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, na abertura dos trabalhos.

Apesar do reordenamento dos nomes na lista de reserva, a composição das cadeiras na Assembleia Legislativa permaneceu inalterada. Os quatro parlamentares eleitos pela coligação seguem confirmados em seus mandatos: Gerson Claro (PP), com 35.767 votos; Londres Machado (PP), com 33.581; Hélio Peluffo (PP), com 31.435; e Professor Rinaldo Modesto (União Brasil), com 23.763 votos.

Com o novo cálculo, Jerson Domingos deixou a lista de suplência, na qual ocupava originalmente a segunda posição. A primeira suplência continua sob a responsabilidade do ex-secretário Professor Marcelo Miranda (PP), que somou 23.112 votos. Com a subida de Dione Hashioka, que registrou 15.244 votos, os demais candidatos posicionados abaixo na sequência também avançaram uma colocação. O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MS, Luiz Felipe Medeiros, reforçou que o reajuste se limita estritamente à fila de substitutos.

A decisão da Corte Superior reformou o entendimento inicial do tribunal regional após recurso movido pelo Ministério Público Eleitoral. O TSE acompanhou o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, levando em consideração os processos judiciais decorrentes de investigações da Operação Omertà e da Operação Armagedon, nos quais o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado figura como réu.

No âmbito da Justiça Eleitoral, o magistrado do TRE-MS ponderou que a definição do TSE consolida o cenário no estado. Eventuais desdobramentos futuros dependerão de prováveis recursos ao Supremo STF (Tribunal Federal), caso a defesa do candidato acione a Corte Suprema. Por ora, valem os resultados reprocessados no plenário regional.

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