As organizações, sejam elas, públicas, privadas ou do terceiro setor, não ficam imunes às crises tanto em nível econômico, quanto em nível político e estrutural, assim, devem se precaver mediante uma abordagem focada basicamente em três pilares, quais sejam: a prevenção, a ação rápida e tempestiva e, fundamentalmente, a resiliência.
É imprescindível às organizações, enquanto ação proativa, para a superação dos problemas decorrentes das crises, o mapeamento de riscos e cenários, com a identificação de vulnerabilidades internas e externas, em nível operacional, tecnológico e financeiro, e partir daí, ter a possibilidade da montagem de uma “matriz” de probabilidades e impactos.
Posterior ao mapeamento de riscos, o passo seguinte deve ser o da constituição de um “Comitê Gestor de Crises”, integrado por diferentes lideranças das diversas áreas da organização, de modo a traças as ações a serem desenvolvidas, centralizando a tomada de decisão e, desta forma, evitando ou minimizando a ocorrência de ruídos e respostas contraditórias.
Importante, também, a elaboração e implementação de um “plano de comunicação”, com a definição de protocolos de resposta rápida e a capacitação de um “porta-voz” oficial. A empatia, a transparência e tempestividade são cruciais para conter especulações e surgimento de comentários negativos, que podem vir a influenciar na execução das atividades e comprometer os resultados esperados.
São pilares estratégicos para gerir equipes em tempos de crises e incertezas:
Escuta Ativa e Empatia: os líderes devem estar próximos, demonstrar vulnerabilidade e compreender as necessidades individuais de cada colaborador, adaptando rotinas de trabalho quando possível;
Comunicação Transparente: Eliminar ruídos e boatos informando a equipe sobre a real situação da instituição. A honestidade constrói confiança, um fator determinante para reduzir a ansiedade no ambiente de trabalho;
Gestão de Desempenho e Metas: Evitar a paralisação, bem como utilizar ferramentas de gestão de desempenho para orientar a equipe e estabelecer Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) focados em superação;
Colaboração e Inovação: Incentivar as equipes e “times” a pensar em soluções conjuntas. Colaboradores engajado, comprometidos e ouvidos se tornam aliados estratégicos na busca por alternativas para a resolução dos problemas e a superação das crises.
Finalmente, há que se ter a consciência e a clareza para entender que as crises existem e que afetam as organizações e não tem como escamoteá-las, é preciso enfrenta-las, com o envolvimento e a efetiva participação de todos, sejam os dirigentes, os gerentes e os colaboradores responsáveis pela execução das atividades na “linha de frente”, e se for o caso, também a possibilidade em buscar ajuda externa, de consultorias especializadas.
Marco Aurélio Barbosa D’Oliveira.






