O STICCG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande) intensificou nesta semana a mobilização pelo fim da escala 6×1, realizando panfletagens e conversas diretas com trabalhadores em frente às unidades frigoríficas da Capital.
A ação faz parte de uma campanha de conscientização liderada pela diretoria do sindicato, que defende a redução da jornada de trabalho sem diminuir salário, visando a mais qualidade de vida, saúde física e mental e ao fortalecimento da convivência familiar dos trabalhadores.
Na segunda-feira (25), a mobilização ocorreu em frente à unidade I da JBS, em Campo Grande. Já na terça (26) e quarta-feira (27), os diretores do sindicato concentraram os trabalhos na unidade II, distribuindo panfletos, dialogando com os trabalhadores e reforçando a importância da união da categoria nessa luta considerada histórica pelo movimento sindical.
Segundo a diretoria do sindicato, a proposta busca chamar a atenção da sociedade para a necessidade de modernização das relações trabalhistas no Brasil, garantindo condições mais humanas para os trabalhadores que movimentam setores essenciais da economia.
O sindicato entende que a escala 6×1 tem provocado desgaste físico e emocional em milhares de trabalhadores brasileiros, especialmente em atividades de grande esforço físico, como as indústrias frigoríficas.
“A luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade humana. O trabalhador precisa ter tempo para descansar, conviver com a família, cuidar da saúde, estudar, praticar sua fé e viver com mais equilíbrio. Não é justo que a pessoa viva praticamente apenas para trabalhar”, afirmou um dos diretores.
Ele ressaltou ainda que a redução da jornada, sem redução salarial, já é debatida em diversos países e representa um avanço social necessário para o Brasil.
“Estamos falando de produtividade com qualidade de vida. Um trabalhador mais descansado produz melhor, adoece menos, sofre menos acidentes e consegue ter uma vida mais saudável emocionalmente. Isso beneficia não apenas o trabalhador, mas também as empresas e toda a sociedade”, acrescentou.
Durante as panfletagens, muitos trabalhadores manifestaram apoio à proposta e demonstraram esperança de que o debate avance nacionalmente. De acordo com o sindicato, a categoria das indústrias de carnes e derivados é uma das que mais sofre com jornadas exaustivas, ritmo intenso de produção e pouco tempo para recuperação física e convivência social.
A diretoria do sindicato informou ainda que a campanha continuará nos próximos dias em outras unidades frigoríficas de Campo Grande.
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