Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a suspensão temporária do mandato do deputado de Mato Grosso do Sul Marcos Pollon (PL). Terceiro vice-presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, Nikolas disse que ajudará a reverter a decisão do Conselho de Ética.
A decisão do Conselho é de terça-feira (5), quando Pollon e mais dois deputados foram suspensos temporariamente após ocupação da Mesa Diretora. “Dia vergonhoso para o parlamento hoje”, declarou Nikolas.
Contudo, a representação contra Pollon cabe recurso na CCJ. “Contem comigo para reverter essa decisão absurda na CCJ”, afirmou Nikolas aos colegas. Então, disse que não devem normalizar a situação. “Não vamos normalizar parlamentar sendo punido por representar aquilo que milhões de brasileiros defendem e pensam”, disse.
Ocupação da Mesa
O deputado mineiro disse que os colegas foram punidos “simplesmente por se manifestarem na Mesa Diretora do Plenário da Câmara”.
Assim, afirmou que “o pior de tudo é isso ter acontecido após uma manobra que cancelou as votações em plenário de hoje, só para punir os deputados. Juntos, são mais de 400 mil eleitores censurados”, comentou sobre a soma de votos que o trio conquistou nas últimas eleições.
Pollon alega perseguição
O deputado federal Marcos Pollon (PL) alegou estar sofrendo perseguição após o Conselho da Câmara recomendar a suspensão do parlamentar por dois meses. A recomendação foi motivada pela ocupação da Mesa Diretora do plenário da Casa, em agosto de 2025.
“Esse é o objetivo: impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”, disse o deputado.
Pollon e os deputados Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS) ocuparam a Mesa Diretora em agosto de 2025, em uma mobilização cobrando o compromisso do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar a anistia.
Durante a sessão desta terça-feira (5), os integrantes do Conselho de Ética aprovaram, por 13 votos a 4, a suspensão do mandato de Marcos Pollon.
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