Viajar para a Europa exigirá um pouco mais de paciência a partir de sexta-feira, 10 de abril, quando entra em vigor o novo controle eletrônico de fronteiras nos aeroportos de 29 países do continente. Uma década após ser anunciado, o EES (Sistema de Entrada/Saída, na sigla em inglês) vai extinguir os carimbos nos passaportes e deve aumentar consideravelmente as filas nos pontos de imigração, pois exigirá a coleta de informações pessoais e dados biométricos da maior parte das pessoas.
Criado para aumentar a segurança no interior do Espaço Shengen (a zona de livre circulação que reúne 25 estados da União Europeia mais Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein), o EES recolherá informações pessoais e dados biométricos, como foto do rosto e digitais dos dedos, da maioria dos viajantes provenientes de fora deste grupo de países. Vale ressaltar que o novo sistema ainda não é o Etias, permissão eletrônica de viagem, apelidada de “visto europeu”, que só deverá ser implementada no final de 2026.
Com o novo sistema de entrada, além de passar pelo controle convencional, feito por agentes de imigração, o viajante precisará cadastrar suas informações numa etapa anterior. No caso dos brasileiros, que possuem passaporte com chip (também chamado de biométrico), essa coleta de dados será feita em totens de autoatendimento. A ideia é que não seja mais necessário passar por esse procedimento numa viagem futura. Cidadãos de países do Espaço Shengen, claro, estão isentos, assim como membros de forças armadas e tripulantes de companhias aéreas.
Os dados recolhidos serão válidos por três anos (ou até o vencimento do passaporte, caso isso aconteça antes) e serão compartilhado entre os serviços de imigração e segurança dos países do grupo.






