O Poder refere-se basicamente a capacidade, a habilidade ou a autoridade para influenciar, controlar ou determinar o comportamento de outras pessoas, grupos ou resultados, agindo sobre outras ações possíveis. O poder tem caráter contextual, relativo e permeia as relações sociais, políticas e econômicas, não se limitando a cargos, mas exercendo-se na prática e no cotidiano.
A procura do ser humano pelo poder é algo bastante complexo e envolve raízes biológicas, psicológicas e sociais.
O poder é alvo de conquista por parte do ser humano, enquanto instinto de sobrevivência e segurança. Na natureza, quem detém o poder tem prioridade no acesso a recursos (comida, abrigo, parceiros) e proteção contra ameaças. Ter poder reduz a vulnerabilidade e aumenta a sensação de segurança diante das incertezas do ambiente.
Do ponto de vista psicológico, o ser humano vislumbra o poder com a perspectiva de se tornar oportunidade para que se possa agir e influenciar positivamente o próprio destino. O poder confere ao ser humano a sensação de controle sobre a própria vida e também, em relação à vida das outras pessoas, podendo assim, aplacar a ansiedade a submissão e o medo do caos.
O poder, via de regra, se traduz em uma espécie de marcador de “status social.” É da tradição histórica o fato de que pertencer ao topo da hierarquia social pode assegurar, não apenas recursos, mas também a validação da própria identidade e valor.
No que concerne à influência e ao legado a sede de poder nasce do desejo de moldar o mundo de acordo com as próprias crenças ou valores. Através do poder, indivíduos conseguem implementar mudanças, liderar movimentos e deixar uma herança que sobreviva a eles.
A busca obsessiva, frenética, e muitas vezes doentia pelo poder pode ser uma maneira de compensar sentimentos profundos de inferioridade ou impotência vividos no passado. O domínio sobre os outros serve como uma “armadura” para proteger um ego, que, na realidade é fragilizado.
A verdadeira essência do poder é, segundo pensadores, uma forma de revelar o caráter, atuando como um catalisador para o desenvolvimento individual e coletivo, quando exercido com generosidade e propósito.
E, em última análise, o poder é uma estratégia de caráter multifuncional que se utiliza com a finalidade de garantir a própria existência, satisfazer o ego e tentar controlar o que, em tese, seria algo sob o qual se tem dificuldade de ter o controle e que se caracteriza pela imprevisibilidade.
Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.






