A mulher no mercado de trabalho atual

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A mulher, durante muito tempo, na história da humanidade, ficou impedida em integrar o mercado de trabalho, sendo-lhe reservado unicamente o trabalho doméstico, o cuidado com a casa e com a família.
Assim, a conquista de espaço com mais efetividade na sociedade, por parte da mulher, só ocorreu depois de muito tempo.
O protagonismo feminino no mundo não surgiu em um único momento, mas foi construído por meio de ondas históricas de reivindicação de direitos e mudanças sociais. Embora mulheres tenham ocupado papéis centrais em diversos contextos isolados (como líderes guerreiras ou rainhas), o reconhecimento social e político mais amplo começou a se consolidar entre o final do século XIX e o início do século XX.
No período da chamada “revolução industrial” se deu a inserção em massa de mulheres nas fábricas têxteis e marcou a transição da vida puramente doméstica para a ocupação da esfera pública como operárias. Esse novo papel social gerou as primeiras grandes mobilizações por condições de trabalho e direitos básicos.
Oportuno ressaltar, entretanto, que a presença feminina no mercado de trabalho atual é marcada por um cenário de avanços históricos bastante significativos, mas que ainda enfrenta barreiras estruturais persistentes. Muito embora as mulheres tenham batido recordes de ocupação recentemente, a desigualdade em relação aos homens continua ainda evidente em diversos indicadores.
As mulheres representam hoje uma parcela indispensável da economia, impulsionando a inovação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
No Brasil, atualmente, as mulheres possuem, em média, um nível de escolaridade mais elevado que os homens, sendo maioria nas escolas e universidades.
Além da atuação em áreas tradicionais e de mais identidade feminina, como saúde e educação, assistência social, e outras correlatas, há uma inserção crescente em tecnologia, negócios, comunicação, e até mesmo em setores tradicionalmente dominados pelos homens, como por exemplo, a construção civil, o transporte coletivo urbano e na segurança pública.
As pesquisas revelam que as próprias mulheres são as principais promotoras do crescimento profissional de outras mulheres, é o que se denomina de sororidade corporativa.
Em que pese, muitas vezes possuírem maior qualificação, o progresso em direção à equidade plena ainda encontra obstáculos a serem superados, tais como:

  • A persistência da desigualdade em termos de remuneração salarial, mulheres continuam recebendo, em média, salários inferiores aos dos homens, mesmo exercendo funções idênticas ou possuindo maior nível de estudo.
  • A dupla jornada se constitui em entrave para a ascensão feminina, sendo a carga desproporcional de tarefas domésticas e de cuidado com dependentes, o que muitas vezes exige sacrifícios no autocuidado e na saúde mental.
  • A representatividade feminina em cargos de alta liderança e conselhos de administração permanece baixa em comparação à base das organizações, tanto em nível público, quanto privado e no terceiro setor.
  • O assédio às mulheres, no local de trabalho, fruto da misoginia, da intolerância e de um machismo ainda muito latente, é algo que também não pode ser ignorado e que merece uma atenção especial no sentido do seu enfrentamento.
  • A taxa de desocupação entre mulheres se mostra superior em relação a dos homens.
    Assim, mesmo com toda evolução, a mulher segue na busca de seu reconhecimento , da equidade e, sobretudo do respeito no mercado de trabalho, visto que há que se ter em conta que deve ter relevância em termos profissionais não é o gênero do trabalhador ou da trabalhadora, mas sim, o nível de conhecimentos, as habilidades e, especialmente as atitudes que se tem no desempenho das atividades e a produtividade que é gerada, portanto, assegurar que a mulher seja devidamente reconhecida no trabalho é tarefa de todos, inclusive dos homens, porque acima de tudo o que se tem é um ser humano que merece todo o respeito e a consideração.
    Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.

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