Durante muito tempo as atividades inerentes à Recursos Humanos se resumia basicamente em nível documental, eram os chamados “departamentos pessoais”, cuja finalidade era o de efetuar o registro do colaborador na organização, bem como responsabilizar-se pela folha de pagamento, a concessão das férias e outras atribuições similares.
A Gestão de Recursos Humanos ultrapassou a fase meramente operacional do antigo Departamento Pessoal (DP), que se limitava a processos burocráticos e assumiu um papel estratégico, focado na valorização e no desenvolvimento do capital humano para garantir a competitividade da organização.
Na transição do burocrático para o estratégico, enquanto o departamento pessoal tem a atribuição de assegurar a conformidade legal e administrativa, o segmento de recursos humanos na visão de gestão de pessoas, foca basicamente no desenvolvimento contínuo, com a implementação da estrutura de cargos e salários, o plano de carreiras e sucessão, a formação de “trainees”, o desenvolvimento das habilidades gerenciais, a capacitação técnica, operacional e administrativa, a reciclagem profissional, o avaliação de desempenho, dentre outras atividades voltadas para o aprimoramento humano no ambiente organizacional.
Também passaram a ter importância neste mister, as questões relativas à ergonomia, a segurança no trabalho, a saúde do colaborador, a concessão de benefícios sociais que contribuem para a qualidade de vida destes colaboradores e de suas famílias.
A cultura e o clima organizacional assumem, na gestão de pessoas, um valor relevante, com a implementação de ações que visem criar um ambiente saudável nos locais de trabalho, o que interfere positivamente no engajamento e comprometimento dos colaboradores, e ainda, os fatores relacionados com o meio ambiente e a importância da responsabilidade social das organizações.
O alinhamento de objetivos e metas do colaborador e da organização se traduzem em propósito a ser objeto de consideração por parte do segmento de recursos humanos nas instituições
Neste modelo de RH como agente de mudança, a atuação do segmento de gestão de pessoas, vai além das atividades de cunho administrativo e passa a ser um parceiro estratégico dos líderes, fornecendo ferramentas para que os gestores conduzam diálogos de carreira e “feedbacks” eficazes. O foco deixa de ser apenas o registro documental e passa a ser a maximização do potencial humano, transformando a área em um elemento vital para a sobrevivência e inovação das organizações, sejam elas, públicas privadas ou do terceiro setor, e independente do seu porte.
Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.






