A “administração” se traduz na mola propulsora que movimenta as organizações, sejam públicas, privadas ou do terceiro setor, através da “administração” as instituições se estruturam e se organizam para realizar suas atividades e assim, cumprir com a missão para as quais foram concebidas.
Neste contexto se coloca então o conceito da “Administração 5.0”, que se refere a compatibilização e a fusão entre a tecnologia, via de regra, avançada, e o fator humano, que tem a responsabilidade em ativar os processos relativos ao funcionamento das organizações.
Destaca-se a “Administração 5.0” pelo fato de unir as três dimensões que são fundamentais para a nova economia, quais sejam: tecnologia e conectividade, pessoas e processos adaptativos e decisões orientadas através de dados e informações estratégicas.
O conceito da “Administração 5.0” é originário do Japão, tendo como ponto de partida, a “Sociedade 5.0”, cujo escopo é buscar resolver os desafios sociais mediante a instrumentalização e otimização dos recursos tecnológicos.
Na Administração 5.0 o propósito é a centralidade humana, ou seja, priorizar as necessidades e o bem-estar, tanto por parte dos colaboradores, quanto por parte dos clientes, consumidores e usuários dos produtos e serviços oferecidos pela organização.
Tem, também, a Administração 5.0 o objetivo em promover a colaboração, de forma sinérgica, entre as pessoas e as máquinas, superando a tese da mera “automação”.
Foca, a Administração 5.0, em uma cultura organizacional positiva, bem-estar e desenvolvimento contínuo dos colaboradores.
A Administração 5.0 deve levar em consideração os impactos sociais e ambientais no desenvolvimento e busca sistemas de negócios mais resilientes bem como adota um estilo de gestão que valoriza a comunicação transparente e a experiência do colaborador.
Em última análise, a Administração 5.0 é sobre como se utilizar da tecnologia de forma inteligente e ética para criar um futuro onde a eficácia organizacional e o bem-estar humano convivam harmonicamente e se reforcem mutuamente, o que requer, por conseguinte, a capacitação e o desenvolvimento de competências que sejam consoantes à realidade que ora se vive e que tenham condições para sua aplicabilidade no ambiente organizacional.
Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.






