A data, 10 de setembro, foi criada em 2003, pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com a finalidade de incentivar a adoção de estratégias para o enfrentamento do problema, originando daí o “setembro amarelo.
As organizações, sejam elas, públicas, privadas ou do terceiro setor, se constituem em parte integrante do tecido social, portanto não podem prescindir do seu compromisso no que concerne à responsabilidade social, no caso em tela, o bem-estar e a saúde física e mental de seus colaboradores.
Importante registrar o fato de que antes de ser um colaborador em uma organização, há um ser humano, com seus pontos fortes, seus pontos fracos, suas conquistas e suas derrotas, seus erros e seus acertos, influenciando e sendo influenciado pelo ambiente, susceptível as mais variadas situações do cotidiano, que, certamente, afetam as relações sociais, o equilíbrio emocional e a saúde mental, e, desta forma, não há como separar o profissional do pessoal, um influencia no outro.
Assim, deve merecer a devida atenção por parte das organizações o propósito em desenvolver ações que possam contribuir ao propósito em prevenir as situações que ensejem os transtornos mentais e em especial o risco do suicídio, há, portanto, a necessidade em quebrar os tabus e paradigmas que envolvem o tema e enfrenta-lo.
Para tanto, as organizações precisam estruturar uma campanha no sentido de realizar o acolhimento e a conscientização sobre a gravidade de que se reveste a questão dos transtornos mentais, que podem se traduzir no “gatilho” ao suicídio.
Dentre essas ações, podem ser adotas como estratégia, a realização de palestras, workshops, e outros eventos afins, com a presença de especialistas em saúde mental, bem como, o mapeamento dos sinais de alerta no ambiente organizacional, a criação de comunicação, de caráter confidencial, de maneira que os colaboradores possam buscar ajuda, sem que sejam objeto de exposição e pré-julgamentos, e ainda, a produção e disseminação de matérias informativos alusivos ao tema, e, fundamentalmente, desenvolver programas permanentes de apoio à saúde mental dos colaboradores.
Em última análise, a responsabilidade na preservação da vida é atribuição de todos, as famílias, as organizações e a sociedade civil organizada.
Marco Aurélio Barbosa D’Oliveira.






