Copa de 2026 acaba com Espanha bicampeã, novo artilheiro e mais de 300 gols

Destaque Esporte

Tudo o que é bom, termina. A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo (19) com o bicampeonato espanhol sobre a Argentina, por 1 a 0. Com 48 seleções e 104 jogos ao longo de 38 dias, esta foi a maior edição de um Mundial, que teve incríveis 308 gols marcados.

Entre zebras, decepções, heróis improváveis e briga intensa pela artilharia, a Copa disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá rendeu diversas histórias e momentos marcantes para o futebol. Kylian Mbappé, por exemplo, se tornou o maior artilheiro de todas as Copas, com 22 gols marcados. Por outro lado, a Argentina se tornou a seleção com mais vice-campeonatos na história, empatada com a Alemanha, com quatro.

Três países, calor e pausa para hidratação

Seleção Brasileira. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez, a Copa do Mundo foi disputada em três países-sede diferentes: Estados Unidos, México e Canadá. No entanto, grande parte das partidas foi concentrada nos EUA, que sediaram 78 jogos. E já pode ir se acostumando, pois a próxima Copa deve ter duelos na Espanha, em Portugal e no Marrocos, além de jogos inaugurais no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.

A competição de 2026 ocorreu em meio ao verão no Hemisfério Norte, com diversas partidas acontecendo em locais com mais de 30°C. Até por isso, alguns estádios eram climatizados, tentando diminuir o impacto da temperatura nos jogadores.

Outra mudança necessária, também por questões comerciais, foi a pausa para hidratação. Os pequenos intervalos, de cerca de três minutos, ‘quebravam’ o jogo em quase quatro tempos e permitiam ajustes táticos dos técnicos nas seleções.

Zebras e decepções

Brasil foi eliminado da Copa do Mundo nas oitavas de final. (Rafael Ribeiro, CBF)

É claro que a Copa não seria a mesma sem aqueles resultados que surpreendem até os torcedores mais otimistas ou pessimistas. Pelo lado das pequenas seleções, teve destaque a de Cabo Verde, do goleiro Vozinha, que se classificou para o mata-mata após empatar com a campeã Espanha, o Uruguai e a Arábia Saudita. Inclusive, esteve perto de levar o jogo contra a Argentina para os pênaltis, mas perdeu na prorrogação.

Outra classificação surpreendente foi a do Paraguai diante da Alemanha. A seleção sul-americana saiu na frente, sofreu o empate e segurou o jogo até as penalidades. Então, brilhou a estrela do goleiro Orlando Gil, que pegou dois pênaltis e classificou a albirroja.

Decepcionantes foram os desempenhos do Brasil, do Uruguai e de Portugal. Enquanto os uruguaios caíram na fase de grupos, sem vencer nenhum jogo, Brasil e Portugal foram eliminados nas oitavas de final. A Seleção Brasileira caiu para a Noruega depois de desperdiçar muitas chances, diferentemente dos portugueses, que fizeram uma Copa abaixo do esperado e não levaram muito perigo à Espanha nas oitavas.

Bobeou? Virou!

(Foto: Reprodução)

A Copa também foi marcada por muitas viradas. Ao longo de toda a competição, foram 14 jogos que começaram com um vencedor e terminaram com outro. As mais emblemáticas aconteceram no mata-mata.

Nos 16 avos de final, o Brasil virou contra o Japão nos acréscimos, com gols de Casemiro e Martinelli. Na mesma fase, a Bélgica perdia por 2 a 0 para o Senegal até os 85 minutos, quando Lukaku e Tielemans empataram no tempo normal e, nos acréscimos da prorrogação, Tielemans virou o jogo. A Inglaterra também bateu a RD Congo de virada, por 2 a 1, assim como Portugal derrotou a Croácia.

Nas oitavas, apenas uma virada, mas talvez a mais marcante: Argentina 3 a 2 contra o Egito. A seleção egípcia vencia por 2 a 0 até os 78 minutos, com direito a pênalti perdido por Messi. No entanto, os argentinos marcaram aos 79 e aos 83 minutos e ainda tiveram tempo de virar o jogo nos acréscimos.

Nas quartas, foi a vez da Inglaterra virar o jogo contra a Noruega, na prorrogação, por 2 a 1. Porém, na semifinal, provou do próprio veneno: perdeu de virada, também por 2 a 1, para a Argentina.

Dos protagonistas!

Mbappé se torna o maior artilheiro da história das Copas (Foto: Fifa)

Ao menos pelos próximos quatro anos, a Copa do Mundo tem um novo artilheiro: Kylian Mbappé. O francês marcou 10 gols em oito jogos, sendo o artilheiro desta edição e se tornando o maior de todos os tempos, com 22 gols. Lionel Messi, que marcou oito em 2026, encerra a carreira com 21 gols em Copas, além de 12 assistências, sendo o jogador com mais participações em gols em Mundiais (33).

A edição de 2026 só teve craques entre os artilheiros. Depois do ‘tartaruga’ e do ‘ET’, Jude Bellingham e Erling Haaland, com sete gols cada, além de Ousmane Dembélé e Harry Kane, com seis cada, completaram a lista da artilharia. Também se destacaram o espanhol Mikel Oyarazabal, com cinco, e Vinícius Júnior, com quatro.

O prêmio de melhor jogador da Copa, no entanto, foi para Rodri, da Espanha. A seleção campeã também teve o jogador revelação, Pau Cubarsí, e o melhor goleiro, Unai Simón.

Final de um time só

Ferran Torres marcou o gol do título espanhol. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Espanha chegou à Copa como atual vencedora da Eurocopa, além de uma sequência de 31 jogos de invencibilidade e um título mundial. Terminou o Mundial com 38 jogos sem perder, um gol sofrido e o bicampeonato da Copa.

Apesar de um início pouco empolgante, a Espanha cresceu durante a competição e provou por que é a atual campeã europeia. Com um jogo coletivo inigualável e uma defesa sólida, controlou todos os jogos, inclusive contra as favoritas França e Argentina.

Na final, inclusive, jogou praticamente sozinha, enquanto os argentinos se defendiam. Foram 20 finalizações espanholas contra apenas duas da Argentina, que só aconteceram após o gol marcado por Ferran Torres, aos 106 minutos. Com o título, a Espanha entra para o grupo das bicampeãs, junto de França e Uruguai. Já a Argentina permanece com três conquistas e agora tem quatro vice-campeonatos, igualando a Alemanha.

Confira a classificação final da Copa:

  • 1° – Espanha
  • 2° – Argentina
  • 3° – Inglaterra
  • 4° – França
  • 5° – Noruega
  • 6° – Bélgica
  • 7° – Marrocos
  • 8° – Suíça
  • 9° – México
  • 10° – Colômbia
  • 11° – Brasil
  • 12° – Estados Unidos
  • 13° – Portugal
  • 14° – Canadá
  • 15° – Egito
  • 16° – Paraguai
  • 17° – Holanda
  • 18° – Alemanha
  • 19° – Costa do Marfim
  • 20° – Croácia
  • 21° – Japão
  • 22° – Austrália
  • 23° – RD Congo
  • 24° – Gana
  • 25° – Equador
  • 26° – África do Sul
  • 27° – Suécia
  • 28° – Áustria
  • 29° – Bósnia
  • 30° – Argélia
  • 31° – Senegal
  • 32° – Cabo Verde
  • 33° – Irã
  • 34° – Coreia do Sul
  • 35° – Turquia
  • 36° – Escócia
  • 37° – Uruguai
  • 38° – Arábia Saudita
  • 39° – Tchéquia
  • 40° – Nova Zelândia
  • 41° – Qatar
  • 42° – Curaçao
  • 43° – Panamá
  • 44° – Jordânia
  • 45° – Haiti
  • 46° – Uzbequistão
  • 47° – Tunísia
  • 48° – Iraque

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