Morador de Deodápolis, cidade a 247 km de Campo Grande, denuncia o descarte irregular de pneus no pátio da Secretaria de Obras, Infraestrutura, Produção e Meio Ambiente do município, localizado aos fundos da prefeitura. Segundo ele, os materiais sempre estiveram no local e, atualmente, têm servido como criadouro para o mosquito Aedes aegypti.
Segundo ele, a situação é preocupante visto que Dourados, município a apenas 81 km da cidade, é considerado o epicentro de chikungunya em Mato Grosso do Sul. Assim, caso não haja zelo e preocupação com a situação endêmica do Estado, a cidade pode passar a registrar casos da doença também.
“Em fevereiro eles tiraram alguns pneus, porém outros ficaram e sempre neste estado, com água. Já liguei para a Secretaria Municipal de Saúde, mas nada foi feito. A gente sabe que isso é sobre vidas”, pontua.
De acordo com os últimos boletins epidemiológicos de dengue e chikungunya, divulgados pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), em 1º de abril, o município é considerado de baixa incidência. No caso da chikungunya, há registro de apenas 3 casos prováveis, sem nenhuma confirmação. O mesmo vale para a dengue, que tem apenas 2 casos suspeitos em 2026.
Apesar disso, a preocupação é válida, já que a propagação do vírus é rápida, principalmente devido à ampla distribuição dos mosquitos vetores.
A reportagem acionou o prefeito de Deodápolis, Jean Carlos Silva Gomes (PSDB). A ele, foi repassada a informação de que não há pneus nessas condições dentro do pátio da secretaria e que todos estariam no ecoponto da cidade. “Deve ser vídeo antigo de quando fizemos o mutirão”, disseram. O morador, por sua vez, discorda e reafirma ter visto os materiais descartados nesta quarta-feira (8).
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