Desafios para Mato Grosso do Sul em 2026.

Coluna Destaque Opinião

O ano de 2026 deverá ser marcado por grandes desafios para o mundo, para o país e também para o estado de Mato Grosso do Sul, tendo em vista cada vez mais a necessidade em se conciliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade social e ambiental.
Em relação mais especialmente ao estado de Mato Grosso do Sul, um desafio a ser enfrentado é o de buscar a consolidação do crescimento econômico com os gargalos estruturais e sociais que podem advir deste progresso.
No que concerne ao segmento de infraestrutura e logística, a conclusão da ponte entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta no Paraguai, exigindo, por conseguinte, a finalização de acessos rodoviários e alfandegários de modo a tornar o corredor operacional e também competitivo para o escoamento e exportação de proteína animal e grãos para o continente asiático, notadamente para a China.
No tocante à malha rodoviária do estado, há uma crítica persistente e reiterada quanto à precariedade da infraestrutura das rodovias, que necessita suportar o crescente aumento do fluxo de carga pesada e a mobilidade da população.
Há que se considerar os impactos da industrialização no setor da celulose, municípios como Ribas do Rio Pardo e Inocência, que enfrentam a “inflação da celulose,” com aumento drástico nos custos de moradia e sobrecarga em hospitais, escolas e segurança pública, em razão do alto crescimento populacional.
Mato Grosso do Sul têm enfrentando dificuldades em relação à qualificação da força de trabalho, sobretudo em termos de profissionais especializados, exigindo um trabalho mais intensivo para a capacitação da mão de obra.
O equacionamento da dívida pública, a eficácia na gestão publica sempre se traduzem em desafios a serem enfrentados para que se busque o equilíbrio na administração, de modo a que possa desenvolver os projetos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do estado de Mato Grosso do Sul.
Quanto à sustentabilidade, o estado se posiciona com a estratégia de buscar práticas que sejam sustentáveis, como bioinsumos e baixa emissão de carbono, a fim de atender as expectativas internacionais e combater o as ações predatórias de desmatamento desordenado.
2026 será um ano de eleições gerais, para presidência da república, senado, câmara dos deputados, assembleias legislativas e governos estaduais, e isso, com certeza, deverá influenciar as ações tanto no âmbito público quanto no âmbito privado, e, aos eleitores cabe a responsabilidade em realizar escolhas inteligentes, de políticos que sejam efetivamente comprometidos com as reais e autênticas causas de interesse da sociedade e do estado, que tenham atitudes proativas, éticas e de respeito à coisa pública.
Assim, em última análise, para que o novo ano possa ser exitoso há que se ter o comprometimento tanto dos agentes públicos quanto da sociedade civil organizada.
Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.

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