A Santa Casa de Campo Grande permanece operando no limite, com superlotação no setor ortopédico. Até a tarde de terça-feira (6), o setor atendia 70 pacientes que aguardavam cirurgia. O setor ainda enfrenta a paralisação de profissionais com salários atrasados.
Em nota sobre a atual situação do setor, o hospital relatou que, até o momento, não houve pagamento de nenhuma competência médica, havendo apenas previsão de repasse de recursos, conforme acordo firmado entre o Governo do Estado, a Prefeitura e a Santa Casa de Campo Grande.
Os pacientes citados estão na fila da pré-ortopedia. Ou seja, estão sendo atendidos conforme a fila e de acordo com a gravidade do caso.
Em dezembro de 2025, a Santa Casa chegou a informar que o setor poderia fechar diante do risco de morte dos pacientes; contudo, retomou os atendimentos e alegou que está operando com grandes dificuldades, ressaltadas pela crise financeira.
Pacientes internados há quase um mês
Entre os 70 pacientes que esperam pela cirurgia, está o vendedor Anderson Barros da Silva, de 45 anos, que foi vítima de um acidente de trânsito no dia 16 de dezembro. A família conseguiu uma decisão judicial para que o município agilize a transferência para uma unidade capaz de fornecer o atendimento. Ele continua na Santa Casa, com dores.
“Sem visitas médicas e, muitas vezes, sem medicação para dor”, relata Silvana Barros da Silva, irmã de Anderson. “Já foi colocado em jejum seis vezes para fazer cirurgia, mas não fizeram”, lamenta a acompanhante.
A família procurou a Defensoria Pública e ingressou com ação. Na sentença, o juiz plantonista Eduardo Lacerda Trevisan decidiu que “o Município de Campo Grande e o Estado de Mato Grosso do Sul providenciem, no prazo de 05 (cinco) dias, a transferência do autor da Santa Casa para unidade hospitalar referência no atendimento de cirurgia ortopédica, capaz de ofertar os serviços de saúde de que necessita”.
Em nota, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que não comentará o assunto.
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