A escolha da profissão é uma etapa importante na vida das pessoas, sendo algo que envolve toda a família.
Uma das alternativas que, via de regra se utiliza é a orientação profissional, que consiste, basicamente, de um processo de autoconhecimento e exploração do potencial que contribui para uma escolha mais consciente da carreira a seguir, a partir da identificação das habilidades, aptidões, pontos fortes e pontos fracos, características de personalidade, dentre outros aspectos, bem como as opções oferecidas pelo mercado de trabalho.
Importante ressaltar, entretanto, que a geração atual enfrenta dificuldades na escolha e definição da profissão em decorrência de uma combinação de fatores, dentre as quais, a multiplicidade de opções de carreira as incertezas em relação ao mercado de trabalho, que se mostra em constante modificação e transformação, e, notadamente, a pressão familiar e social, tendo como escopo a busca por um padrão de vida que seja de qualidade e que proporcione segurança e tranquilidade no futuro.
Em contraponto às gerações anteriores, que dispunham de um leque mais restrito de profissões, a geração atual e depara com inúmeras possibilidades, sendo muitas dessas, novas e voltadas à utilização da tecnologia, o que pode causar uma certa angústia e indecisão por parte dos jovens.
Um outro aspecto que pode influenciar diz respeito às pressões, seja por parte da sociedade, seja por parte da família, que muitas vezes tende a exercer uma certa pressão no tocante à escolha da profissão, e muitas vezes, erroneamente querendo impor às suas vontades, os seus desejos, suas frustrações e etc.
Questões socioeconômicas, tais como a desigualdade de renda e a falta de acesso à educação de qualidade e a ferramentas estratégicas podem também influenciar na capacidade de escolha, limitando as opções de carreira para aqueles que estejam submetidos a viver em contextos mais vulneráveis.
A atual geração, a chamada “Geração Z”, muitas vezes prioriza a “remuneração emocional”, a busca do equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, a saúde mental. Há, também, tendência na rejeição aos modelos de trabalho tradicionais que levam ao esgotamento (burnout) e buscam atividades profissionais que ofereçam um senso de propósito e valorizem sua atuação, o que pode tornar a escolha mais complexa.
Vive-se, atualmente, um tempo em que o mercado está em constante evolução, onde novas ocupações surgem a cada dia e a obsolescência de outras, onde algumas profissões podem desaparecer. Essa instabilidade acaba por gerar dúvidas sobre quais escolhas garantirão um futuro seguro.
Em última análise, a dificuldade na origem da profissão, pode se dar em decorrência de um cenário complexo onde a busca pela realização pessoal colide com a volatilidade do mercado e as pressões externas, exigindo um nível elevado de autoconhecimento e flexibilidade. É, portanto, este um dilema a ser enfrentado e deve merecer uma atenção mais acurada no sentido de encontrar as melhores alternativas para a sua resolução, ou pelo menos mitigar os seus efeitos no contexto social.
Marco Aurélio Barbosa D’ Oliveira.






