Semed divulga novos cargos em escolas municipais e deixa assistentes de educação de fora

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Lista em que consta a criação de novas ocupações atribuídas aos servidores lotados na Semed (Secretaria Municipal de Educação), da Capital, virou alvo de questionamentos de profissionais que atuam como assistentes de educação e educação especial nas Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil), ao serem ‘deixados de fora’ da lista. O documento foi publicado na edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), no dia 19 de janeiro de 2026.

Os assistentes esperavam a formalização do cargo, mas foram surpreendidos ao serem classificados como ‘monitores’, visto que se trata de funções completamente diferentes, conforme explicam os profissionais. A categoria questiona a falta de formalização do cargo e teme ter o salário reduzido ao receber a classificação de ‘monitores’. Os profissionais também mencionam a possibilidade de greve quando retornarem às aulas, caso não haja mais esclarecimentos sobre a mudança de cargos. 

“Monitores cuidam do pátio, acompanham as crianças [fora da sala de aula], atendem o portão. Já os assistentes de educação infantil cuidam das crianças junto do professor. Dão banho, colocam fralda, dão alimentação. Inclusive, nós damos aulas e fazemos a rotina quando não tem professor, planejamos aulas”, detalha uma profissional de educação. 

Um dos questionamentos da mulher é em relação ao salário, visto que o cargo de monitor recebe uma remuneração menor que a de um assistente. Questionada sobre mudanças na remuneração, a assistente de educação informou que supõe que o salário diminua devido à mudança no cargo, mas afirma que a categoria ainda não foi informada sobre tais mudanças. 

“Muitos cargos mudaram, mas não foi criada a nomenclatura do nosso cargo. Ao invés de regularizar nosso cargo, fomos nomeados como ‘monitor’. Temos cursos na área de educação infantil e primeiros socorros, muitas estudam Pedagogia, a diferença dos cargos é gritante. Duvido que nosso salário será compatível”, afirma. 

A assistente de educação explica que foi contratada por meio de processo seletivo com prova de títulos. Embora a profissão não seja valorizada, conforme avalia a profissional, a função é de extrema importância. 

“Somos o estágio da Pedagogia, pois ali aprendemos a ser professores, cuidar, educar. Já ouvimos ‘Não tá feliz? Sai’, mas não é bem assim, pois somos mães e precisamos de nossos empregos. Queremos dignidade na nossa profissão. Muitas adoecem com trabalho cansativo e baixa remuneração. Merecemos respeito e salário digno pelo trabalho que fazemos”, expressa. 

A reportagem procurou a Semed, a fim de questionar a respeito da mudança de cargos e de como ficarão a remuneração e as funções das assistentes, e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

midiamax

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